Coragem Bíblica Escrita
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terça-feira, 14 de abril de 2026
LOUVEMOS A DEUS
sexta-feira, 3 de outubro de 2025
FERIDOS EM NOME DE DEUS
Poucas coisas são tão dolorosas quanto ser ferido em nome de Deus. O mesmo nome que deveria transmitir cura, reconciliação e vida abundante é, muitas vezes, utilizado como espada para cortar, julgar e aprisionar. A fé, que deveria libertar, pode ser distorcida em um instrumento de opressão.
Jesus mesmo advertiu sobre isso. Em Mateus 23, Ele denuncia os fariseus que "atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens, eles porém, nem com o dedo querem movê-los". A crítica de Cristo não era contra a Lei em si, mas contra a forma como ela era usada: não para levar o povo a Deus, mas para controlar, humilhar e excluir. O nome de Deus se tornava uma capa para a vaidade humana.
Filosoficamente, podemos lembrar de Nietzsche quando acusa o cristianismo institucionalizado de se tornar uma moral de repressão. Embora sua crítica seja radical e muitas vezes injusta, ela acerta em um ponto: quando a religião perde sua essência de vida e graça, transforma-se em moralismo que adoece, em vez de libertar.
Ser ferido em nome de Deus cria feridas duplas: a dor humana do julgamento e a confusão espiritual de sentir-se rejeitado pelo próprio Criador. Aquele que ouve "Deus não te aceita" pode carregar cicatrizes que o afastam não só da igreja, mas da fé em si.
O apóstolo Paulo também reconhecia esse perigo. Em Romanos 2:24 ele cita o profeta Isaías: "O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós". Quando os representantes da fé distorcem o caráter de Deus, o resultado é ferida e escândalo.
A filosofia existencialista, como em Kierkegaard, mostra que a fé verdadeira é salto de confiança, um encontro pessoal com Deus. Mas quando instituições ou líderes tentam se colocar entre o homem e Deus como donos exclusivos da verdade, criam um simulacro de fé. Em vez de guiar para Cristo, bloqueiam o acesso a Ele.
É curioso que Jesus sempre esteve do lado dos feridos. Ele não expulsava pecadores, mas os acolhia. Tocava leprosos, comia com publicanos, dialogava com samaritanos. Os que se diziam "em nome de Deus" é que feriam e excluíam. Ele é a prova viva de que Deus não é aquele que fere com a religião, mas que cura com a graça.
Isaías 61 profetiza o Messias como aquele que viria "curar os quebrantados de coração". Não é irônico? O Deus que alguns usam para ferir é o mesmo que veio ao mundo para sarar.
A saída para quem foi ferido em nome de Deus é olhar novamente para Cristo. Não para a caricatura que homens criaram Dele, mas para o próprio Evangelho. Ele mesmo declarou: "Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11.29).
E aqui entra também a filosofia cristã da liberdade: Paulo insiste em Gálatas 5:1 que "para a liberdade Cristo nos libertou". Ser cristão é andar em liberdade, não em grilhões de culpa e medo impostos por lideranças adoecidas.
O maior antídoto contra as feridas religiosas é redescobrir que Deus não é dono de chicote, mas Pai amoroso. Que a fé não é prisão, mas caminho de vida. Que a cruz não é símbolo de acusação, mas de reconciliação.
FONTE: https://matriz.lagoinha.com/publications/feridos-em-nome-de-deus
Feminismo e Bíblia: duas visões inconciliáveis sobre a mulhe
As mulheres brasileiras assistiram atônitas a um triste episódio ocorrido no dia 30 de setembro, durante a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), em Brasília. O evento, que deveria ser espaço de debate para as mulheres e sobre políticas voltadas às mulheres, abriu suas portas à participação de “mulheres trans” – homens que se identificam como mulheres, alguns submetidos a procedimentos cirúrgicos.
A incoerência dessa ação mostrou-se de maneira ainda mais grave quando militantes trans hostilizaram, gritaram e cercaram mulheres que ousaram questionar a pauta de “gênero”, sem que houvesse qualquer garantia de segurança às vítimas. O fato expõe não apenas a fragilidade do espaço democrático da conferência, mas também o paradoxo de um movimento que, sob a bandeira da “inclusão”, acaba por calar e violentar justamente as mulheres que diz defender.
Deus criou homem e mulher à sua imagem e semelhança. A eles atribuiu o mesmo valor e a mesma dignidade e concedeu a missão comum de frutificarem e se multiplicarem, de encherem a terra e sujeitarem-na; e de dominarem sobre os peixes do mar, as aves dos céus e todo animal que se move sobre a terra. Deus abençoou homem e mulher para esse propósito e entregou a eles toda a erva que dá semente, toda a árvore em que há fruto que dá semente, todo animal da terra, toda ave dos céus, todo réptil da terra e toda a erva verde, para lhes servirem de mantimento (Gênesis 1.26-30).
No cumprimento dessa missão, ao homem e à mulher Deus atribuiu características biológicas distintas e papéis sociais complementares (Gênesis 2.8). Deus criou a mulher para ajudar (em hebraico, ezer) o homem de forma a complementar (em hebraico, neged) a imagem do verdadeiro ezer, o próprio Deus. Até a queda do homem e da mulher pelo pecado, essa relação perfeita de complementariedade, estabelecida por Deus, existia. A queda, porém, influenciou toda a condição humana, inclusive o sexo biológico e a relação e o papel social do homem e da mulher. A relação equilibrada e complementar entre homem e mulher cedeu espaço para arranjos moldados pela cultura e pelos contextos históricos.
Ao longo do último século, as distorções provocadas pelo pecado encontraram eco em um movimento social que ficou conhecido como “feminismo”. Em sua primeira onda no Brasil, no início do século XX, o feminismo lutou por direitos políticos iguais entre homens e mulheres, em especial pelo direito ao voto. Conquistado esse espaço (Código Eleitoral de 1932), a pauta ampliou-se para a luta pela “igualdade” entre os sexos no campo da educação, da política, dos direitos civis, do acesso ao trabalho e na esfera da família em relação às atividades domésticas.
Entretanto, uma vez conquistados também esses espaços, o movimento adotou, no final do século XX, uma agenda ideológica em defesa dos chamados “direitos sexuais e reprodutivos” – sobretudo pela legalização do aborto voluntário – e da “identidade de gênero”. Sob essa ótica, o comportamento feminino é entendido como uma construção social não-natural, que deve ser desconstruído, de modo a libertar a mulher do modelo social judaico-cristão. Nessa tentativa, o feminismo tem destruído a relação saudável entre homem e mulher e a identidade feminina enquanto imagem de Deus, com suas características e igual dignidade diante do Criador.
O que o feminismo defende hoje contradiz diretamente a Palavra de Deus. Enquanto Igreja de Cristo, não podemos aceitar nem nos omitir diante dos avanços dessa agenda político-ideológica que descaracteriza o plano divino para a humanidade. Precisamos reafirmar, com coragem e esperança, que homem e mulher são iguais em dignidade, diferentes em natureza e complementares em missão, refletindo juntos a imagem do Criador.
FONTE: https://matriz.lagoinha.com/publications/feminismo-e-biblia-duas-visoes-inconciliaveis-sobre-a-mulher
sexta-feira, 7 de março de 2025
Ebenézer: até aqui nos ajudou o Senhor !

Provavelmente você já se perguntou sobre o significado bíblico da palavra Ebenézer. Ebenézer, em hebraico, significa "pedra de ajuda".
O profeta Samuel teve um grande motivo para erguer um memorial de pedra e chamá-lo de Ebenézer: foi lá que Deus derrotou os inimigos de Israel.
A palavra Ebenézer está escrita em 3 versículos, todos no livro de 1 Samuel. O primeiro versículo fala sobre o momento em que Samuel ergueu uma pedra memorial e lhe deu o nome de Ebenézer. Em seguida, o profeta disse: "Até aqui nos ajudou o Senhor":
Então Samuel pegou uma pedra e a ergueu entre Mispá e Sem; e deu-lhe o nome de Ebenézer, dizendo: "Até aqui o Senhor nos ajudou".- 1 Samuel 7:12
Os outros dois versículos apenas citam um local com o mesmo nome, Ebenézer:
Depois que os filisteus tomaram a arca de Deus, eles a levaram de Ebenézer para Asdode.- 1 Samuel 5:1
E a palavra de Samuel espalhou-se por todo o Israel. Nessa época os israelitas saíram à guerra contra os filisteus. Eles acamparam em Ebenézer e os filisteus em Afeque.- 1 Samuel 4:1
O motivo do nome Ebenézer
Quando você precisa confiar em Deus, sem conseguir ver o plano que Ele tem para você, onde encontra coragem para dar o passo de fé? Como pode ter a certeza de que o Senhor está no controle? A Bíblia mostra que a solução é lembrar de tudo que Deus já fez.
Samuel era um profeta com uma missão muito difícil: liderar o povo de Israel, que estava desanimado e com medo depois de uma derrota humilhante diante dos filisteus. Durante a batalha, os israelitas chegaram a levar a Arca da Aliança, acreditando que Deus iria lhes garantir a vitória. Mas a luta terminou em um massacre, e a Arca acabou sendo capturada pelos inimigos. O símbolo da presença do Senhor em Israel tinha sido levado!
Em posse da Arca da Aliança, os filisteus passaram a ser atormentados com muitas pragas. Por isso, resolveram devolver a Arca ao povo de Israel. Mesmo recuperando esse símbolo sagrado, os israelitas ainda tinham suas dúvidas. Será que o Senhor estava mesmo ao lado deles? Podiam confiar no seu Deus ou seria melhor adorar outros deuses pagãos?
Quando os filisteus voltaram a atacar, o povo de Israel ficou com medo. Mas, sob a orientação de Samuel, os israelitas decidiram depositar toda a confiança no Senhor, abandonando a idolatria. Mesmo com medo, buscaram a ajuda de Deus. Samuel clamou ao Senhor, que afugentou o exército inimigo com trovões estrondosos.
A vitória foi completa: após a fuga dos filisteus, os israelitas recuperaram o território ocupado pelo inimigo e não perderam mais nenhuma batalha durante a vida de Samuel.
Para celebrar essa grande conquista, Samuel ergueu uma pedra e lhe deu o nome de Ebenézer, que significa “pedra de ajuda”. Ela serviria como um memorial, do dia que o Senhor derrotou os inimigos de Israel. Qualquer pessoa que passasse por ali, seria lembrada do poder e da fidelidade de Deus para com o seu povo.
Deus é nossa pedra de ajuda
Os israelitas estavam desmoralizados e não tinham chance de ganhar a batalha contra os filisteus. O inimigo já tinha provado ser mais forte. Mas, a vitória não dependia de força. Sua vitória estava na “pedra de ajuda”: Deus.
Lembre-se: o Senhor é nossa pedra de ajuda. Quando estamos fracos, Ele é forte, e tem o poder, de fazer o impossível. Nada é difícil demais para Deus.
A história de Samuel, assim como muitas outras da Bíblia, é um exemplo de como Deus cuida de seu povo. Ele sempre foi fiel e ajudou àqueles que decidiram confiar nele de todo coração. Por isso, recorra a Deus quando precisar de ajuda.
Até aqui nos ajudou o Senhor
Se até aqui o Senhor nos ajudou, se até aqui nos sustentou, Ele continuará nos ajudando e sustentando! Samuel ergueu a pedra memorial Ebenézer para lembrar de tudo que Deus já tinha feito. Da mesma forma, devemos nos lembrar das coisas que o Senhor já fez na nossa vida e na vida de outras pessoas. Quando olhamos para trás, percebemos como Deus é fiel e poderoso. As maravilhas que Ele fez no passado nos dão esperança para o futuro.
A Bíblia diz que Deus não muda. O mesmo Deus que atendeu ao clamor de Samuel, e que derrotou os filisteus, é o que está com você hoje! Assim como os israelitas, você pode depositar sua confiança no Senhor, porque Ele não falha. Deus cuida de quem dedica sua vida a Ele.
Fonte: https://www.bibliaon.com/ebenezer_estudo_biblico/
domingo, 1 de setembro de 2024
PROFETAS MENORES
ESTUDAR A BÍBLIA SAGRADA É O CONHECIMENTO
QUE VALE MAIS QUE TODO PRAZER E RIQUEZAS QUE EXISTEM...
FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=Ei1saxUrGXI
segunda-feira, 24 de junho de 2024
A BOA PARTE
EVANGELHO LUCAS CAPÍTULO 10: 38-42
39 E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra.
40 Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.
41 E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;
42 E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada."
segunda-feira, 15 de abril de 2024
INTIMIDADE COM DEUS
"E, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz; se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus." (Pv 2.3-5.)
Deus disse por intermédio do profeta Oséias que:
"O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento [...]" (Os 4.6.) O que significa esse conhecimento? Pode ser que você tem recebido muito conhecimento, o de doutrina, conhecimento, muitas vezes, das letras, no entanto, o conhecimento de Deus é o único que não vai deixar você ser destruído. Conhecer a Deus é ter intimidade com Ele.
Quem pode ter esse conhecimento de Deus? O Salmo 25, versículo 12 nos mostra: "Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher." Se você teme ao Senhor, a dúvida sobre qual caminho a seguir não mais existirá em sua vida. Quanto maior for o nível do temor do Senhor em sua vida, mais você terá conhecimento do coração paterno de Deus e conhecerá o seu amor, a sua misericórdia, e subirá em santidade, e os seus olhos serão abertos para ver os caminhos do Senhor para sua vida.
Quem pode ter intimidade com Deus? "A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança." (Sl 25.14.)
Abraão foi chamado amigo de Deus (Tg 2.23). Ninguém se torna amigo do outro só porque se assenta junto durante um culto, em um cinema ou restaurante. Amigo é aquele com quem se gasta tempo, com quem há intimidade. Abraão experimentou o temor do Senhor. Em Gênesis 22.12, está registrado o momento quando Abraão foi, em obediência, ofertar o seu filho ao Senhor, Deus não estava provando a sua fé. A fé não é para ser provada. O que é provado é o temor de Deus. Não encontramos na Bíblia a fé sendo provada. O temor sim, porque tudo na vida depende do temor do Senhor.
A ausência do temor de Deus na vida é que leva a pessoa a escancarar as portas para que as maldições, pecados e desgraças venham sobre a vida dela. E, no momento em que Abraão ia sacrificar o seu filho, o anjo apareceu: "Então lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz, e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho." (Gn 22.12.)
Ali, no alto do Monte Moriá, foi provado o nível do temor de Deus na vida de Abraão e que a intimidade do Senhor verdadeiramente é para aqueles que o temem.
Querido leitor, quando você começa a entender isso, vê que o temor de Deus é algo maravilhoso. É uma escolha, algo que você faz.
Muitos imaginam que a nossa relação com Deus deve ser religiosa, distante. A nossa fé não é simplesmente uma religião. É um relacionamento, é um andar com Ele. Jesus não veio para ser um mestre religioso. Ele deseja ser nosso amigo.
O temor do Senhor não surge num estalar dos dedos, surge na caminhada com o Senhor. A Bíblia diz em Provérbios 4.18: "Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito." Pode se dizer que ao meio-dia é a hora perfeita do dia, pois nesse horário não vemos a nossa sombra, assim é aquele que anda no temor do Senhor, ele encontra um caminho sem sombras, sem maldição.
Deus abençoe!
FONTE: https://www.otempo.com.br/opiniao/pastor-marcio-valadao/intimidade-com-deus-1.219483https://www.otempo.com.br/opiniao/pastor-marcio-valadao/intimidade-com-deus-1.219483


